12 de março de 2025

O que é COSO e como se relaciona com a governança

 


COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission) é uma organização que desenvolve frameworks para a governança, gerenciamento de riscos e controles internos, fornecendo diretrizes para que as organizações melhorem sua eficiência operacional, confiabilidade dos relatórios financeiros e conformidade com regulamentações. Os dois principais frameworks são:

COSO ERM (ENTERPRISE RISK MANAGEMENT): é um processo estruturado e integrado para identificar, avaliar, gerenciar e monitorar riscos que possam afetar seus objetivos estratégicos, operacionais, financeiros e de conformidade. Componentes do COSO ERM:

  Governança e Cultura: estabelece a estrutura de governança da organização e define a cultura de risco, incluindo aspectos como valores éticos, competências e envolvimento do conselho na gestão de riscos.

  Estratégia e Definição de Objetivos: integra a gestão de riscos ao processo de planejamento estratégico, garantindo que os objetivos da organização estejam alinhados ao seu apetite ao risco.

  Desempenho: envolve a identificação, avaliação e resposta aos riscos, considerando seu impacto na execução dos objetivos estratégicos e operacionais da empresa.

  Revisão e Monitoramento: acompanhamento contínuo da efetividade do gerenciamento de riscos, garantindo que ajustes sejam feitos quando necessário.

  Informação, Comunicação e Relatórios: assegura que informações relevantes sobre riscos sejam coletadas, processadas e comunicadas de maneira eficaz para apoiar a tomada de decisão.

 

COSO IC (INTERNAL CONTROL): é um modelo para a implementação e avaliação de controles internos das organizações. Componentes do COSO IC: 

• Ambiente de Controle: base para todos os outros componentes do controle interno. Inclui a cultura organizacional, a integridade, a ética, os valores e a governança corporativa da empresa.

• Avaliação de Riscos: identificação e a análise dos riscos que podem afetar o alcance dos objetivos organizacionais, incluindo riscos internos e externos.

• Atividades de Controle: políticas e procedimentos implementados para mitigar riscos e garantir que as diretrizes sejam seguidas. Exemplos incluem segregação de funções, autorizações e reconciliações.

• Informação e Comunicação: fluxo eficaz de informações dentro da organização, garantindo que os funcionários e stakeholders tenham acesso a dados precisos e relevantes para a tomada de decisão.

• Monitoramento: acompanhamento contínuo e a avaliação do desempenho dos controles internos para garantir sua efetividade ao longo do tempo, podendo incluir auditorias internas e revisões periódicas.

A ferramenta permite que os usuários acessem rapidamente as questões ESG (Ambientais, Sociais e de Governança) que são mais prováveis de impactar financeiramente empresas de um setor específico. Isso auxilia na elaboração de relatórios de sustentabilidade e na tomada de decisões estratégicas. Principais Funcionalidades:

 • Consulta por setor: Permite que os usuários pesquisem setores específicos e vejam quais temas ESG são considerados materiais.

• Relevância financeira: Foca em temas que têm impacto financeiro sobre empresas, ajudando investidores a entender riscos e oportunidades.

• Alinhamento com padrões SASB: Facilita a adoção dos padrões do SASB para divulgação de informações financeiras relevantes relacionadas à sustentabilidade.

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