28 de outubro de 2012
Barbeador: elétrico ou não elétrico?
Semana passada resolvi comprar um barbeador elétrico, pois o descarte das lâminas de barbear era algo que me incomodava bastante. Mas antes, decidi pontuar os prós e contras dessa mudança na minha rotina. Então, procurei fundamentar minha escolha a partir da análise de cinco aspectos: consumo de energia, consumo de água, consumo de produtos, impacto financeiro e geração de resíduos.
ENERGIA: A desvantagem dos aparelhos elétricos reside no consumo de energia. Contudo, uma carga de 60 minutos gera uma autonomia de 10 dias para o aparelho.
ÁGUA: Se por um lado os aparelhos elétricos consomem, por outro os aparelhos manuais consomem água. Consumo esse que é alvo de centenas de campanhas para o uso consciente dos recursos hídricos.
PRODUTOS: Um ponto a favor do aparelho elétrico é que não há necessidade de usar espuma ou creme de barbear. Para os aparelhos manuais também é necessária a compra mensal de refis de lâminas de barbear.
RESÍDUOS: O aparelho elétrico, se descartado inadequadamente, traz sérios riscos ao meio ambiente, principalmente, a bateria. Porém, no próprio manual de instruções do aparelho, a empresa orienta a descartá-lo em uma assistência técnica, que tratará do resíduo de forma adequada. Já nos aparelhos manuais, os principais resíduos são as lâminas inutilizadas, a haste e a água contaminada com espuma de barbear.
FINANCEIRO: Considerando um consumo médio de dois refis por mês, aos R$9, no fim do ano terei gasto R$108 + R$10 referentes ao aparelho manual. O aparelho elétrico que comprei da Philips (HQ6922) custou R$129 e possui dois anos de garantia, então, por isso, vamos considerar um tempo de vida útil de no mínimo três anos. Logo, 3 x 108 = R$ 324 + R$ 10 = R$ 334. Então, com o aparelho elétrico economizaria, ao longo de três anos, R$ 205,00.
Obs: Não considerei o consumo de energia, pois são apenas 3 cargas de uma hora por mês, bem como não contabilizei o consumo de espuma de barbear em aparelhos manuais.
Logicamente, para um resultado preciso sobre qual a melhor opção a ser adotada, seria necessária a realização de uma análise sobre o ciclo de vida do produto (ACV). Porém, a partir de uma análise primária, o aparelho elétrico pareceu ser um opção mais ambientalmente correta e economicamente viável. Além disso, para quem tem pele sensível, o aparelho elétrico é excelente!
Obs: comparação feita entre o aparelho manual Mach 3, da Gillete, e o aparelho elétrico da Philips, modelo HQ 6922.
