28 de junho de 2011

Filme extraordinário



Infelizmente não tive tempo de assistir quando foi lançado nos cinemas, mas ontem aluguei o DVD Lixo Extraordinário, de Vik Muniz. Sua arte é reconhecidamente genial, mas, certamente, não foi isso o que mais me impressionou no filme. A vida das pessoas que trabalham há mais de 25 anos separando materiais recicláveis no aterro controlado de Jardim Gramacho, em condições totalmente insalubres, me fez refletir ainda mais sobre a importância da separação de nosso lixo.

Aquela velha desculpa de que "não separo o lixo porque não tem coleta seletiva em meu condomínio", não parece mais fazer sentido algum depois de ver as condições de trabalho dessas pessoas. Em algum momento os materiais recicláveis serão recolhidos e segregados, portanto, devemos praticar a coleta seletiva como forma de ajudar o trabalho dos catadores.

Fiquei com uma dúvida quando o artista se questiona sobre os impatos que a produção do filme teria nas vidas das pessoas que participaram da criação das obras: num momento estão num aterro e noutro estão sendo fotografados, entrevistados e participando de exposições no Brasil e no mundo. O que passará nas cabeças dessas pessoas depois que o glamour do mundo artístico for embora? Qual será o sentimento depois que voltarem, ou não, aos lixões? Frustrações ou aprendizados?

Muito bom filme, recomendo!